sexta-feira, 21 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES EM SÃO PAULO.
Tropa de Choque da PM reprimiu saques e dispersou manifestantes no centro de São Paulo
As manifestações dos últimos dias, motivadas inicialmente pelo aumento das tarifas do transporte público, passaram a incluir uma série de outras demandas, incluindo mudanças na situação da educação, da segurança, da saúde e do combate à corrupção e aos gastos públicos com a organização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Antes dos mais recentes protestos, a presidente Dilma Rousseff afirmou que "as vozes das ruas precisam ser ouvidas" e que elas expressam uma "mensagem direta pelo direito de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário".
Mais tarde, Dilma viajou a São Paulo, onde se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prefeito Fernando Haddad se juntou aos dois para uma reunião no aeroporto de Congonhas, antes do retorno da presidente a Brasília.
Durante o dia, Haddad admitiu pela primeira rever o preço da tarifa de ônibus, que foi reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 no início do mês, e se tornou o estopim para a onda de protestos.
"Se as pessoas me ajudarem a tomar uma decisão nessa direção [redução da tarifa], vou me subordinar à vontade das pessoas porque eu sou prefeito da cidade para fazer o que a cidade quer que eu faça", afirmou.
Desde o início dos protestos, pelo menos quatro capitais já anunciaram que vão diminuir o preço das passagens de transporte público: Porto Alegre, Recife, João Pessoa e Cuiabá.
Novas manifestações são esperadas em diversas cidades do Brasil nesta quarta-feira, incluindo atos em Fortaleza ─ onde a Seleção Brasileira joga pela Copa das Confederações ─ e na periferia de São Paulo.

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